A escalada das tensões no Oriente Médio tem gerado reflexos significativos no agronegócio brasileiro, com aumentos nos custos de energia, logística e commodities agrícolas. O petróleo, por exemplo, teve alta expressiva, com o Brent alcançando USD 103 e o WTI USD 98, impactando diretamente o transporte e a movimentação de insumos e produtos no setor agroindustrial.
O frete marítimo também enfrenta desafios, com o preço do bunker oil superando os níveis dos momentos mais críticos da crise do subprime e da guerra entre Rússia e Ucrânia. Essa situação eleva os custos de exportação de produtos como soja, milho, carnes, açúcar e café, além de pressionar a importação de insumos, afetando traders, exportadores e produtores.
Apesar desse cenário, o Brasil se prepara para uma safra robusta, com a Conab projetando uma produção total de grãos de 353,4 milhões de toneladas. No entanto, a suspensão das exportações de soja da Cargill para a China gerou cautela no mercado, enquanto o milho teve valorização em Chicago, influenciado pelo aumento do preço do trigo.
O dólar também foi impactado, atingindo R$ 5,32, num contexto de incertezas. O Centro-Norte do Brasil apresenta bons volumes de chuva, enquanto o Sul registra precipitações menores. A confirmação de um evento de El Niño para o segundo semestre de 2026 destaca a importância da preparação agronômica, com foco na construção do perfil de solo e no uso de calcário para aumentar a resiliência das lavouras.




