Neste domingo (9), a escalada do conflito entre Ucrânia e Rússia resultou em mortes e feridos em ambos os lados. Na cidade de Kharkiv, localizada no leste da Ucrânia, um ataque aéreo atingiu um prédio de apartamentos, causando a morte de três pessoas e deixando 37 feridos. Em resposta, as autoridades de Belgorod, na Rússia, relataram que um ataque de drone ucraniano resultou na morte de cinco cidadãos russos e ferimentos em 25 outros.
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, condenou os ataques, afirmando que Moscou estava comprometendo a segurança alimentar global ao atingir o porto de Odessa. O local, crucial para as exportações agrícolas da Ucrânia, sofreu danos significativos devido a um ataque que feriu uma dúzia de pessoas. Zelensky declarou que a Rússia também realizou ataques em outras nove regiões ucranianas neste mesmo dia.
As forças russas têm intensificado os bombardeios em Odessa, com o objetivo de isolar a Ucrânia do Mar Negro. Um morador da cidade, identificado como Ihor, de 67 anos, mencionou que a área do porto é frequentemente alvo de ataques, com seu apartamento escapando por pouco da destruição.
Em resposta aos ataques russos, a Ucrânia tem intensificado suas ações contra a logística russa, atacando petroleiros e navios de carga no Mar Negro. No domingo, a Ucrânia reivindicou mais três ataques desse tipo. A gigante estatal ucraniana de petróleo e gás, Naftogaz, relatou um aumento significativo nos ataques às suas instalações nos últimos dias, afetando até mesmo as operações de extração de petróleo.
O Ministério da Energia da Ucrânia informou que as forças russas atingiram instalações elétricas na região de Odessa, resultando em cortes de energia para um grande número de moradores. Contudo, a energia já foi restabelecida para 90 mil consumidores na região.
Por sua vez, o Ministério da Defesa da Rússia afirmou ter atingido instalações que armazenam combustível, alegando que estas são utilizadas pelas forças armadas ucranianas em Odessa e na cidade vizinha de Chornomorsk. Em um contexto mais amplo, No Vaticano, o papa Leão XIV reiterou seus apelos pelo fim do conflito, ressaltando que os incidentes trágicos estão se multiplicando, resultando em um número crescente de vítimas civis, incluindo crianças.




