Na manhã desta quarta-feira (15), o Hezbollah, grupo apoiado pelo Irã e baseado no Líbano, lançou aproximadamente 30 foguetes contra Israel, conforme relatado pelo exército israelense. Esta ação ocorreu um dia após as primeiras conversas diretas entre os embaixadores israelense e libanês em décadas, realizadas em Washington, DC. A maior parte dos foguetes foi interceptada, enquanto os que não foram atingiram áreas desabitadas, afirmou as Forças de Defesa de Israel (IDF).
Em contrapartida, o Ministério da Saúde do Líbano atualizou os números e informou que ao menos 35 pessoas perderam a vida em decorrência de ataques israelenses ao Líbano nas últimas 24 horas. A escalada de confrontos entre Israel e o Hezbollah persiste, mesmo diante do cessar-fogo acordado entre os Estados Unidos, Israel e Irã, que foi implementado na semana anterior. Israel, no entanto, não manifestou interesse em um cessar-fogo com o Líbano.
Na terça-feira (14), ministros das Relações Exteriores de diversos países, incluindo Austrália, Reino Unido, França e Espanha, além de outros 14, publicaram uma declaração conjunta solicitando que todas as partes envolvidas reduzam a tensão e aproveitem a oportunidade do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã.
As negociações diretas, ocorridas em Washington, foram consideradas um marco diplomático, apesar de existirem agendas conflitantes. Israel rejeita discutir um cessar-fogo e demanda o desarmamento do Hezbollah, enquanto o Líbano busca um alívio nas hostilidades. O Irã declarou que as ações de Israel contra o Hezbollah devem ser levadas em conta em qualquer acordo que vise encerrar o conflito, dificultando as negociações mediadas pelo Paquistão.
Nada Hamadeh Moawad, embaixadora do Líbano nos EUA, descreveu a reunião preliminar como construtiva e anunciou que a data e o local das próximas negociações diretas com Israel serão divulgados em breve. Após as negociações, ela reiterou seu pedido por um cessar-fogo e o retorno dos deslocados internos às suas residências.




