No último fim de semana, Os Estados Unidos e o Irã protagonizaram uma nova série de ataques, em um cenário marcado pela falta de avanços nas negociações que visam um acordo para pôr fim à guerra entre os americanos e Israel contra o regime iraniano. Este conflito teve início em 28 de fevereiro e, desde 7 de abril, está sob um tenso cessar-fogo.
O Comando Central dos EUA (Centcom) divulgou, em uma postagem no X, que executou ataques de "autodefesa" em resposta a ações do Irã. Os alvos incluíram radares e centros de comando de drones na região de Goruk e na Ilha de Qeshm. Os ataques ocorreram entre o sábado (30) e o domingo (31), e foram justificados pela alegação de que um drone MQ-1 americano foi abatido enquanto operava em águas internacionais.
As aeronaves de combate americanas, segundo o Centcom, agiram prontamente para neutralizar as defesas aéreas iranianas, atacando uma estação de controle terrestre e dois drones que representavam uma ameaça a navios na área. O comando militar americano informou que não houve feridos entre os militares dos EUA durante as trocas de ataques e reafirmou seu compromisso em proteger os ativos e interesses americanos em resposta à agressão iraniana.
Em contrapartida, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou que atacou uma base aérea americana, alegando que a partir desse local teria sido realizado um ataque contra uma torre de telecomunicações na Ilha de Sirik. A mídia kuwaitiana, que abriga uma base dos EUA, relatou que as defesas aéreas do país conseguiram repelir ataques de drones e mísseis.
Adicionalmente, no último fim de semana, foi noticiado que o presidente Donald Trump devolveu uma proposta de acordo com modificações. O objetivo é estender o cessar-fogo com o Irã por um período de 60 dias e reabrir o Estreito de Ormuz, que tem estado praticamente bloqueado pelo regime iraniano desde o início do conflito.




