Na quinta-feira (20), Xu Jiayin, o fundador da extinta gigante imobiliária chinesa Evergrande, foi sentenciado à prisão perpétua pelo tribunal de Shenzhen. Ele foi declarado culpado de uma série de crimes, incluindo falsificação de informações financeiras, emissão fraudulenta de ações, subornos e desfalque. Além da pena de prisão, Xu foi condenado a entregar todos os seus bens.
O tribunal ainda impôs multas significativas, totalizando 8,82 bilhões de yuans, aproximadamente R$ 6,8 bilhões, ao Evergrande Group, e 7 bilhões de yuans, cerca de R$ 5,4 bilhões, à sua principal subsidiária, a Evergrande Real Estate. Outras cinco pessoas que ocuparam altos cargos na empresa também foram condenadas, com penas que variam de seis a 18 anos de prisão.
O Evergrande Group, que chegou a ser a segunda maior incorporadora do país em termos de vendas, enfrentou uma crise financeira severa a partir de 2021, o que impactou significativamente o mercado imobiliário da China. Em 2023, a empresa pediu falência nos Estados Unidos e, em janeiro de 2024, teve sua liquidação ordenada pelo Tribunal Superior de Hong Kong. Em agosto de 2025, a companhia foi excluída da Bolsa de Valores de Hong Kong.
A queda do Evergrande também teve repercussões no esporte, levando ao fechamento do Guangzhou Evergrande, um dos times de futebol mais proeminentes da China, que foi excluído de competições devido a dívidas. Essa equipe, que conquistou a Superliga Chinesa oito vezes e a Liga dos Campeões da Ásia duas vezes, não conseguiu competir no ano passado e acabou sendo extinta.
Conforme divulgado pela emissora CCTV, o tribunal proferiu um total de 56 sentenças relacionadas ao caso, com penas que começam em um ano e dez meses. Xu Jiayin, que já foi considerado o homem mais rico da China, estava em prisão domiciliar desde o final de 2023 e admitiu sua culpa em abril, expressando arrependimento pelos crimes cometidos.
O julgamento destacou que entre 2016 e 2021, a Evergrande e Xu Jiayin violaram várias leis, praticando falsificações financeiras em larga escala que inflacionaram os ativos da empresa e ocultaram seus passivos. O tribunal especificou que houve captação ilegal de depósitos públicos e emissão fraudulenta de valores mobiliários, assim como divulgação irregular de informações financeiras.




