Japorã, situada na região sul de Mato Grosso do Sul, foi classificada entre as 20 cidades com a pior qualidade de vida do Brasil, de acordo com o Índice de Progresso Social (IPS) 2026, revelado nesta quarta-feira (20). O município alcançou a pontuação de 46,23 em uma avaliação que abrange 5.570 municípios brasileiros. Com uma população de 8.148 habitantes, segundo o Censo 2022 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), Japorã se destaca pela significativa proporção de moradores indígenas, que representam 57,81% da população, totalizando aproximadamente 4.710 pessoas, com predominância da etnia Guarani Kaiowá, especialmente na Aldeia Porto Lindo.
A cidade enfrenta problemas históricos relacionados ao acesso a serviços essenciais, inclusão social e infraestrutura, questões que se refletem nos indicadores analisados pelo IPS. Estes incluem saúde, educação, saneamento, moradia, segurança e oportunidades de inclusão social. Além de Japorã, outros municípios de Mato Grosso do Sul também apresentaram resultados insatisfatórios, como Coronel Sapucaia, que obteve 50,52 pontos, e Tacuru, que registrou 50,59.
Embora as cidades do interior do estado enfrentem desafios mais intensos, Mato Grosso do Sul ocupa a 7ª posição nacional em qualidade de vida, com uma média superior à nacional. Campo Grande, a capital do estado, se destaca como a quarta capital com melhor desempenho no IPS 2026, apresentando uma diferença de 1,52 ponto em relação à cidade que ocupa a primeira posição no ranking.
O Índice de Progresso Social é uma ferramenta que considera 57 diferentes indicadores sociais e ambientais, abordando temas fundamentais como saúde, educação, segurança, saneamento, moradia, meio ambiente, direitos individuais e inclusão social. Os dados levantados revelam que cidades menores e mais afastadas dos grandes centros urbanos enfrentam maiores adversidades sociais, especialmente em áreas de bem-estar e acesso a serviços básicos.




