O Japão recebeu na última segunda-feira (25) o primeiro petroleiro a atravessar o Estreito de Ormuz desde o início da guerra com o Irã, que já dura mais de 12 semanas. O navio, chamado Idemitsu Maru, operado por uma subsidiária da refinaria Idemitsu Kosan Co, atracou em um cais próximo à cidade de Chita, localizada na ilha de Honshu. A embarcação, que possui bandeira do Panamá, havia realizado a travessia do estreito em abril, trazendo consigo uma carga de dois milhões de barris de petróleo bruto.
Minoru Kihara, secretário-chefe do Gabinete japonês, comentou sobre a importância da chegada do petroleiro, destacando que a notícia é positiva no que diz respeito à garantia de um fornecimento estável de energia. O Japão, que depende fortemente do petróleo oriundo do Golfo Pérsico, tem enfrentado desafios devido à alta nos preços do petróleo e, para mitigar os impactos, liberou uma quantidade histórica de suas reservas estratégicas para emergências.
Apesar da chegada do Idemitsu Maru, Kihara informou que ainda existem 39 embarcações japonesas retidas no Golfo Pérsico, incluindo uma que conta com tripulantes japoneses a bordo. O governo japonês está empenhado em esforços diplomáticos para facilitar a passagem de suas embarcações pelo estreito, evidenciando a preocupação com a segurança de seus cidadãos e a continuidade do fornecimento de petróleo.
No mesmo dia, os militares dos Estados Unidos realizaram ataques em resposta a ameaças no Estreito de Ormuz, atingindo locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas. As ações foram caracterizadas pelos EUA como “ataques de autodefesa”, mas foram condenadas por veículos de comunicação estatais do Irã, que as consideraram uma violação do cessar-fogo vigente. As hostilidades entre as Forças de Teerã e Washington já haviam se intensificado anteriormente.
Os recentes ataques ocorreram em meio a diálogos entre o principal negociador do Irã e o ministro das Relações Exteriores, que estavam em Doha em busca de um acordo com os EUA para pôr fim ao conflito em andamento. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou sobre as negociações em uma publicação no Truth Social, afirmando que estavam progredindo, mas alertando que novos ataques poderiam ocorrer caso não houvesse um acordo satisfatório. Ele enfatizou que a busca é por um Grande Acordo que beneficie todas as partes.
Marco Rubio, secretário de Estado americano, também se manifestou sobre as negociações, indicando que as discussões estavam estagnadas devido a divergências em relação à redação do documento. Rubio mencionou que a resolução das questões pendentes poderia levar alguns dias, destacando a importância de se chegar a um entendimento que permita avançar nas tratativas diplomáticas.




