A República Democrática do Congo (RDC) anunciou que a sua federação nacional de futebol, em conjunto com a Fifa, confirmou que a equipe está em conformidade com os protocolos de saúde exigidos pelos Estados Unidos em relação ao surto de Ebola. Com isso, a seleção está liberada para competir na Copa do Mundo.
No último sábado (23), um dirigente da seleção havia mencionado que os preparativos continuariam normalmente, mesmo com a exigência norte-americana de um período de isolamento de 21 dias antes da entrada no país. A Copa do Mundo ocorrerá entre 11 de junho e 19 de julho, com Os Estados Unidos como coanfitriões, ao lado de Canadá e México.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) havia emitido um alerta sobre o “muito alto” risco de disseminação da cepa Bundibugyo do Ebola na RDC, com mais de mil casos suspeitos e 246 mortes registradas até o momento. Em resposta à situação, autoridades da RDC comunicaram que a FECOFA (federação congolesa de futebol) dialogou com a Fifa e assegurou que a delegação agora segue todas as diretrizes de saúde e segurança, incluindo a mudança dos treinamentos para o exterior.
A embaixadora da RDC nos Estados Unidos, Yvette Kapinga Ngandu, elogiou a rápida ação da FECOFA e da Fifa, classificando a decisão como responsável e razoável. “Os Leopardos estão prontos, estão seguros, e não tenho dúvidas de que Os Estados Unidos receberão esta equipe de braços abertos”, afirmou.
A maior parte dos atletas da seleção atua na Europa, o que diminui o risco de exposição ao vírus. Membros da comissão técnica que deixaram Kinshasa no início do mês completarão o período de 21 dias na Europa antes de se dirigirem aos Estados Unidos, em conformidade com as diretrizes de saúde.
Didier Budimbu, ministro dos Esportes da RDC, ressaltou que o governo fez todo o possível para assegurar que a equipe chegasse aos Estados Unidos bem preparada e protegida para a competição. Além disso, há preocupações sobre torcedores que adquiriram ingressos para a Copa do Mundo, mas enfrentaram dificuldades para obter vistos devido a restrições administrativas. O governo está em negociações com a Fifa para tratar de possíveis reembolsos.




