A fronteira que separa Espanha e Marrocos enfrenta uma intensa crise migratória, com um número elevado de imigrantes marroquinos tentando atravessar de Castillejos para Ceuta. Na quinta-feira, 30, milhares de pessoas se dirigiram à cerca que delimita as duas cidades, conforme relatado pela Agência EFE. Nos dias anteriores, diversas tentativas de travessia ocorreram, com muitos migrantes se arriscando a chegar ao local a nado, resultando em várias mortes na tentativa.
Centenas de imigrantes conseguiram escalar as cercas de proteção, que não contavam com a presença policial no momento da ação, e adentraram em Ceuta. Durante esse processo, as forças auxiliares marroquinas que atuavam na segurança terrestre se afastaram, permitindo a passagem dos migrantes. Os grupos que se concentraram na fronteira vieram de diferentes regiões e se deslocaram a pé, de motocicleta e de carro, convergindo a algumas centenas de metros da cerca.
Entre os imigrantes, havia famílias inteiras, mulheres, crianças e jovens, todos marchando em direção ao território espanhol. A polícia marroquina estabeleceu cordões de segurança em alguns pontos, mas muitos grupos conseguiram continuar sua caminhada pelas colinas que cercam a região.
Em várias áreas, dezenas de pessoas chegaram até o quebra-mar e à cerca sem a presença visível de autoridades para impedir sua passagem. Paralelamente, outros migrantes tentaram cruzar o mar, buscando uma forma alternativa de chegar a Ceuta, enquanto alguns caminhavam ao longo da cerca.
Em um dos pontos do perímetro, uma dúzia de policiais marroquinos tentou barrar a entrada de jovens que buscavam passar por um buraco cavado sob a cerca, mas muitos já haviam conseguido atravessar. Apesar das tentativas de controle, o fluxo de migrantes em direção ao território espanhol continuou a aumentar.
Durante a intervenção policial, várias prisões foram realizadas, incluindo a detenção de duas pessoas de origem subsaariana. Um porta-voz da Comissão Europeia confirmou a presença de agentes no local, assegurando que estavam monitorando a situação. A Comissão Europeia também manifestou satisfação com a colaboração entre Marrocos e Espanha no enfrentamento dos fluxos migratórios e na garantia do retorno rápido dos que entraram ilegalmente em Ceuta.




