As festividades pela conquista do Paris Saint-Germain (PSG) na Liga dos Campeões da Europa, ocorridas no último sábado (30), resultaram em ao menos 57 policiais e 219 participantes feridos, com oito pessoas em estado grave. A vitória do PSG sobre o Arsenal, que foi decidida nos pênaltis após um empate de 1 a 1 no tempo normal e na prorrogação, culminou em cenas de violência nas ruas de várias cidades francesas.
De acordo com informações da agência EFE, o governo francês anunciou um total de 780 prisões, o que representa um aumento de 32% em relação ao ano passado, quando o clube também havia conquistado o torneio e enfrentou tumultos semelhantes. Deste total, 480 detidos foram registrados apenas na capital, Paris.
O Ministério Público de Paris informou sobre a morte de um homem de 24 anos, que pilotava uma moto de motocross e colidiu contra blocos de concreto em um ramal da rodovia circular, próximo à Porte Maillot. Além disso, um jovem de 17 anos se encontra em estado grave após ser esfaqueado durante uma briga na zona oeste da cidade.
Vândalos também causaram destruição, quebrando vitrines de lojas e incendiando veículos e pontos de aluguel de bicicletas. Essa situação alarmou autoridades e gerou uma onda de críticas, especialmente do partido de direita nacionalista Reagrupamento Nacional (RN), que voltou a pedir leis mais rígidas contra a criminalidade.
A líder do RN, Marine Le Pen, expressou sua indignação em uma publicação na rede social X, afirmando que “Só na França a vitória de um clube de futebol provoca tumultos” e que muitos se sentem obrigados a se trancar em casa para evitar a violência.
Esses eventos ressaltam a tensão social que pode ser desencadeada por celebrações esportivas, refletindo um problema mais amplo de segurança pública no país.




