Os primeiros dados sobre o patrimônio dos candidatos ao Senado por Mato Grosso do Sul indicam aumentos consideráveis em comparação com as eleições anteriores. O empresário Cláudio Mendonça, do PP, que é o segundo suplente de Capitão Contar, apresentou o maior crescimento percentual, com seu patrimônio saltando de R$ 2,5 milhões para R$ 18,2 milhões. Esses dados foram disponibilizados no DivulgaCandContas, sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e ainda refletem uma visão parcial da disputa eleitoral, visto que quatro candidatos e seus suplentes já tiveram suas informações publicadas, enquanto Soraya Thronicke (PSB) e Vander Loubet (PT) ainda não constam entre os registros. O prazo final para o registro das candidaturas é 6 de agosto.
As informações de bens são preenchidas pelos próprios candidatos e não necessariamente representam o valor de mercado atual dos ativos, como imóveis e veículos. Cláudio George Mendonça declarou um patrimônio de R$ 18.218.633,64 nesta eleição, em contraste com os R$ 2.545.795,24 informados em 2016, resultando em uma diferença de R$ 15.672.838,40 e um crescimento de 615,6%. Isso significa que seu patrimônio atual é mais de sete vezes maior do que o declarado há dez anos.
Luciano Medeiros, primeiro suplente da chapa, declarou R$ 4.058.604,88, mas não foram encontrados dados anteriores que possibilitassem a comparação de seu patrimônio. Por outro lado, o ex-governador Reinaldo Azambuja, que busca uma vaga no Senado, apresentou o maior patrimônio entre os candidatos, totalizando R$ 55.976.398,48. Em sua candidatura anterior, em 2018, ele havia declarado R$ 38.698.697,47, o que representa um aumento de 44,6%. A declaração atual inclui 3.343 cabeças de gado, avaliadas em R$ 13,3 milhões, além de benfeitorias em imóveis rurais no valor de R$ 6,5 milhões.
Beto do Movimento, registrado como Jonas Carlos da Conceição, declarou R$ 945 mil em bens, um crescimento significativo em relação aos R$ 120 mil que informou em sua candidatura a vereador de Sidrolândia. O aumento nominal de R$ 825 mil representa um crescimento de 687,5%. A declaração deste ano inclui uma casa de alvenaria avaliada em R$ 250 mil, um lote no Assentamento Eldorado, em Sidrolândia, de R$ 500 mil, e três veículos.
As duas suplentes da chapa, Elizangela Tiago e Kátia Bastos, informaram não ter bens a declarar. O candidato Daniel Rodrigues Junior, conhecido como Daniel Junior, também não declarou patrimônio à Justiça Eleitoral, assim como os suplentes Alessandro Garcia e Luciene Ramos da Silva. Os dados apresentados não foram ajustados pela inflação acumulada entre as eleições, o que faz com que os percentuais reflitam apenas a variação nominal dos valores informados ao TSE.




