Os vereadores de Campo Grande realizarão, nesta terça-feira (11), uma discussão sobre o tombamento das tradicionais barracas localizadas às margens da BR-163, no Distrito de Anhanduí. O projeto visa preservar essas barracas, que são conhecidas pela venda de produtos artesanais, doces caseiros, conservas e pimentas, representando uma expressão autêntica da cultura popular e da economia criativa da comunidade local.
A proposta, apresentada pelo vereador André Salineiro (PL), busca inscrever as barracas no Livro de Tombo Histórico, Etnográfico e Paisagístico do Município de Campo Grande. Essa inscrição reconhece o local como um bem cultural de grande relevância histórica, social, econômica e cultural. Além disso, o projeto prevê que o Município execute ações voltadas para a valorização cultural, turística e econômica do bem tombado, respeitando a disponibilidade orçamentária.
Na mesma sessão, também será votado um projeto de lei que institui o uso do “Cordão AVC Estrela”, um instrumento destinado a auxiliar na identificação de pessoas que sofreram Acidente Vascular Cerebral (AVC). O vereador Carlos Augusto Borges, conhecido como Carlão (PSB), justifica que o cordão permitirá uma resposta rápida e intervenções adequadas em casos de emergência.
Outro assunto na pauta é um projeto de lei enviado pela Prefeitura, que propõe o parcelamento em 25 anos de uma dívida previdenciária que totaliza R$ 2,38 bilhões, referente a aportes não realizados entre os anos de 2010 e 2021. O vereador Beto Avelar (PP), líder da prefeita Adriane Lopes, informou que conseguiu as assinaturas necessárias para que a proposta fosse discutida em regime de urgência na sessão anterior, realizada em 6 de agosto. No entanto, a votação foi adiada devido a uma extensa discussão sobre vetos que estavam pautados.
Beto Avelar destacou a importância da matéria, indicando que o plenário estava vazio e que, por isso, a votação foi postergada. O vereador planeja apresentar novamente as assinaturas para que o projeto possa ser discutido em regime de urgência na próxima sessão, uma vez que a aprovação é crucial para que o Executivo possa aderir ao programa do governo federal antes do fim do mês.




