O ministro Alexandre de Moraes está prestes a decidir pela renovação do período de prisão domiciliar de Jair Bolsonaro, em virtude de um relatório médico que aponta uma deterioração em sua condição de saúde. Informações recebidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) revelam que os episódios de soluço do ex-presidente se intensificaram recentemente, exigindo a administração de doses elevadas de medicamentos, próximas ao limite terapêutico seguro.
Bolsonaro, condenado a uma pena de 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado, obteve autorização para cumprir sua pena em prisão domiciliar humanitária por um prazo inicial de 90 dias, devido a problemas de saúde. Essa decisão foi tomada no final de março, após sua internação por broncopneumonia. No mês de maio, o ex-presidente passou por uma cirurgia no ombro direito.
Com a piora em sua saúde, é esperado que Alexandre de Moraes, relator do processo, prorrogue a prisão domiciliar de Bolsonaro. O relatório médico também indica que o ex-presidente será submetido a uma série de exames, incluindo uma endoscopia digestiva, para avaliar a função do esfíncter esofágico inferior e verificar a presença de esofagite crônica.
Além dos problemas mencionados, o boletim médico destaca que Bolsonaro continua a relatar cansaço e fadiga ao realizar atividades com esforço moderado, além de apresentar oscilações no equilíbrio corporal. A situação de saúde do ex-presidente se tornou um fator crucial na avaliação da continuidade de sua prisão domiciliar, que pode ser decidida nos próximos dias pelo STF.




