Os preços elevados das figurinhas da Copa do Mundo de 2026 têm gerado um aumento na pirataria desses produtos. Um pacote contendo sete cromos é comercializado por sete reais, um valor que pode ser um empecilho para os colecionadores que desejam completar seus álbuns. Com um total de 980 cromos para serem adquiridos, o número mínimo de pacotinhos necessários para a coleção é de 140, totalizando um gasto de 980 reais, sem considerar as figurinhas repetidas, o que é bastante provável. Além disso, o álbum também tem um custo: na versão brochura, é vendido por 24,90 reais, enquanto a versão de capa dura custa 79,90 reais. No total, um colecionador pode gastar pelo menos 1000 reais, o que representa aproximadamente dois terços do salário mínimo nacional.
Neste cenário, a pirataria tem se intensificado. Na última quinta-feira, 21, a Polícia Civil do Rio de Janeiro apreendeu cerca de 200.000 figurinhas falsificadas. A operação foi realizada por agentes da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Propriedade Imaterial (DRCPIM), que também encontrou uniformes piratas da seleção brasileira. O material apreendido estava em um ônibus que se dirigia de Nova Iguaçu a outros municípios do estado.
Além dos produtos falsificados, os golpes relacionados às figurinhas estão se proliferando na internet. Sites que tentam imitar páginas oficiais estão sendo criados para comercialização fraudulenta dos cromos. Para evitar esse tipo de fraude, é aconselhável desconfiar de sites que oferecem ‘promoções antecipadas’ ou preços muito abaixo do normal. O único site oficial para a compra de figurinhas é panini.com.br.
Caso alguém caia em um golpe, é importante reunir provas rapidamente para tentar bloquear a transação. A orientação é capturar imagens do perfil em redes sociais ou salvar o link do site fraudulento, além de registrar os anúncios e comprovantes. É recomendável também fazer um boletim de ocorrência e notificar o banco sobre a situação.




