As autoridades de Saúde de Mato Grosso do Sul estão em estado de alerta devido ao aumento dos Casos de Influenza nos Municípios do Cone Sul. Com a chegada do inverno, os hospitais e unidades de saúde têm observado um crescimento significativo nos atendimentos relacionados a síndromes respiratórias, o que já resultou em internações e óbitos na região.
O Hospital Regional de Amambai, sob a direção de Paulo Catto, tem registrado entre 80 e 100 atendimentos ambulatoriais por dia apenas neste mês de junho, com a maioria dos pacientes apresentando sintomas gripais. Além disso, a unidade tem reportado diversas internações relacionadas a doenças respiratórias, o que agrava a preocupação das autoridades sanitárias.
Neste mês, foi confirmada a morte de um paciente de 30 anos que testou positivo para Influenza, e as autoridades de saúde estão apurando as circunstâncias que levaram ao óbito. O caso destaca a gravidade da situação e a necessidade de intensificação das medidas de prevenção na região.
Em resposta ao aumento nos casos, a Secretaria Municipal de Saúde de Amambai, liderada pelo Dr. Alessandro Godoi, informou que a vacinação contra a Influenza está disponível em todas as unidades de saúde do município. A secretaria também tem promovido ações para facilitar o acesso da população à imunização, com equipes atuando em empresas e realizando campanhas de vacinação aos sábados em locais estratégicos, como em frente aos supermercados Mega Centro, Atacadista, Planalto e Arroyo.
Apesar da disponibilidade das vacinas, a Secretaria de Saúde aponta que o principal desafio é a baixa adesão da população à imunização. O secretário ressaltou que, embora haja vacinas suficientes, a procura tem sido aquém do esperado. "Temos vacinas disponíveis em todas as unidades de saúde. O que estamos observando é uma baixa procura da população", destacou Godoi.
Dados epidemiológicos da Secretaria de Estado de Saúde (SES), divulgados em 15 de maio, mostram que diversos Municípios do Cone Sul estão enfrentando internações e óbitos relacionados à Influenza A e B. O secretário enfatizou que a vacinação continua sendo a principal estratégia para prevenir complicações da doença, especialmente entre grupos mais vulneráveis, como idosos, crianças, gestantes e pessoas com comorbidades.




