O recente aumento no preço do diesel, que ocorre há pelo menos um mês, não impede a colheita da soja em Mato Grosso do Sul. No entanto, isso reduz a eficiência econômica, elevando o custo por hectare e encarecendo o transporte da produção. A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) afirmou que alguns produtores podem ajustar a logística, postergando a comercialização ou procurando melhores condições de frete.
De acordo com dados do Boletim Casa Rural, 82% da área de soja já foi colhida no Estado, totalizando 3,93 milhões de hectares. A Famasul destaca que, apesar do custo elevado do diesel pressionar as despesas de produção, o impacto total na margem de lucro só poderá ser mensurado ao final da colheita. O efeito é mais intenso na colheita e no frete, onde o diesel representa um custo significativo.
No que diz respeito ao milho, a Federação observa que reações nos preços nem sempre acompanham a alta do diesel, o que resulta em redução da rentabilidade do produtor. Medidas que garantam previsibilidade e reduzam a volatilidade são consideradas essenciais para a sustentabilidade do agronegócio.
O Governo Federal deve publicar uma medida provisória com ações econômicas para enfrentar o problema. Há também a expectativa de que os Estados reduzam o ICMS, o que poderia impactar os preços nas bombas, com o objetivo de uma diminuição conjunta que chegue a cortar R$ 1,20 por litro. Negociações já estão em andamento, e alguns Estados, incluindo Mato Grosso do Sul, já sinalizaram adesão à proposta.




