O regime do Irã tem intensificado suas ações de repressão contra cristãos em meio à guerra contra os EUA e Israel, conforme denunciado pelo Departamento de Estado americano nesta quinta-feira (9). A repressão se tornou mais severa nos últimos meses, sendo um dos casos mais emblemáticos o de uma mulher católica que realizou uma greve de fome na prisão de Evin, conhecida por suas condições brutais.
Ghazal Marzban, de 42 anos, está detida em Teerã e foi condenada a quase 10 anos de prisão por expressar sua fé. A Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos (HRANA) informou que a saúde de Marzban se deteriorou significativamente no final de maio, e atualmente não se sabe o estado de sua saúde.
Um porta-voz do Departamento de Estado afirmou que os EUA condenam a perseguição de minorias religiosas No Irã, incluindo os cristãos. Ele destacou que no país, os direitos humanos e liberdades fundamentais, como as de expressão, reunião pacífica e religião, são amplamente desrespeitados. O regime utiliza táticas de prisão arbitrária e tortura para intimidar opositores e silenciar dissidentes.
A especialista em Irã, Lisa Daftari, editora-chefe do programa The Foreign Desk, afirmou que a morte do ex-líder supremo Ali Khamenei e a guerra em curso entre EUA e Israel intensificaram a implementação de políticas mais radicais contra minorias religiosas, uma tendência já observada anteriormente.
De acordo com Daftari, as prisões de cristãos aumentaram de 139 em 2024 para 254 em 2025, acompanhadas por sentenças mais longas e frequentes. Ela também mencionou que pelo menos 11 indivíduos receberam penas superiores a uma década. Desde o início da guerra, em fevereiro, as autoridades afirmaram ter "neutralizado" ao menos 53 indivíduos, referindo-se a cristãos evangélicos, sob a alegação de serem uma ameaça à segurança nacional.




