Na sexta-feira (24), a atriz Cássia Kiss esteve envolvida em uma controvérsia ao ser acusada de transfobia no Barra Shopping, localizado na Zona Sul do Rio de Janeiro. A situação foi amplamente divulgada após Roberta Santana, uma mulher trans, publicar um vídeo em que relatava ser impedida de acessar o banheiro feminino. No registro, Roberta afirmou que Cássia a questionou de maneira ofensiva sobre sua identidade de gênero, dizendo que "o Brasil estava perdido" e perguntando se ela "estava assumindo que era homem".
A repercussão do incidente reacendeu o debate sobre a discriminação e os direitos da população LGBTQIAP+ no Brasil. A legislação brasileira considera a transfobia um crime desde 2019, quando o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu na ADO 26 que atos de discriminação contra pessoas transgênero se equiparam ao crime de racismo, conforme a Lei 7.716 de 1989. Esta classificação torna a conduta inafiançável e imprescritível, com penas que variam de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa.
Cássia Kiss, conhecida por suas opiniões polêmicas, já havia se envolvido em controvérsias anteriormente. Em novembro de 2022, durante uma entrevista à jornalista Leda Nagle, a atriz fez declarações depreciativas sobre casais homoafetivos, afirmando que eles "não dão filho" e que certas atitudes visavam "destruir a família". Essas falas resultaram em uma ação judicial movida pelo grupo Arco-Íris, que representa a comunidade LGBTQIAP+.
Até o momento, a CNN Brasil tentou entrar em contato com a atriz para obter um posicionamento sobre o ocorrido, mas ainda não recebeu resposta. O Barra Shopping também foi contatado, mas não houve retorno até o fechamento desta matéria. A situação continua a gerar discussões sobre a necessidade de um tratamento mais rigoroso em relação à transfobia e ao respeito à diversidade de gênero no Brasil.




