A frase do escritor Luis Fernando Veríssimo, que afirma que o fundo do poço é apenas uma etapa, parece cada vez mais pertinente ao BRASIL atual. Após o desmantelamento da operação Lava Jato, o país, que havia vislumbrado um avanço, vê-se mergulhado novamente em um ciclo de corrupção, injustiça e falta de investimentos essenciais em infraestrutura. Em um exemplo emblemático, uma mulher foi condenada a 14 anos de prisão por uma ação considerada insignificante: escrever com batom a frase "perdeu, mané" em uma estátua. Essa condenação se torna ainda mais questionável quando se observa que, meses antes, o então MINISTRO do STF Luís Roberto Barroso havia utilizado a mesma expressão ao ser abordado sobre a segurança das urnas eletrônicas em Nova York.
A cabeleireira de 40 anos, condenada por essa ação, compartilha sua experiência na prisão, ressaltando os desafios de estar separada dos filhos e a luta para se adaptar a uma nova realidade. A situação levanta questionamentos sobre a equidade do sistema judicial, onde cidadãos sem antecedentes criminais enfrentam severas penalidades, enquanto figuras envolvidas com corrupção e Crime Organizado permanecem em liberdade. O sentimento de impunidade é palpável, especialmente quando se considera que muitos brasileiros foram condenados em massa por um suposto golpe de Estado, enquanto os verdadeiros golpistas continuam atuando sem restrições.
Frente a essa realidade, surge a dúvida sobre se os poderosos serão responsabilizados por suas ações ou se continuarão a se comportar como os defensores da justiça e da democracia. É fundamental que essa fase obscura da história brasileira não caia no esquecimento. A pressão por justiça e democracia genuína deve ser constante. O jornalista Alexandre Garcia observa que o país parece despertar de uma anestesia que durou sete anos, revelando os crimes cometidos em nome do Estado Democrático. Ele menciona que a formação moral de alguns membros do STF é questionável, especialmente em relação ao artigo 37 da Constituição, que exige moralidade na administração pública.
Atualmente, quatro ministros do STF estão listados como passageiros da "Master Air", em um contexto onde a justiça parece ser seletiva. A situação se agrava com o inquérito das fake news, instaurado em 2019, que levanta preocupações sobre a imparcialidade do tribunal. As respostas às crises, como os eventos de 8 de janeiro, também são marcadas por arbitrariedades e violações de direitos constitucionais.
O cenário político se intensifica com a aproximação das eleições de 2026, que não podem ser encaradas como uma escolha trivial. O voto para o Senado se torna um instrumento crucial, com duas vagas por estado em disputa, o que amplifica a importância dessa decisão e abre espaço para uma renovação significativa. Nesse contexto, candidatos de perfis mais firmes no campo da direita estão emergindo como alternativas em um Senado que, até o momento, tem se mostrado omisso. O partido Novo, por exemplo, divulgou uma resolução onde seus candidatos se comprometem a apoiar o impeachment de ministros do Supremo, refletindo uma crescente insatisfação com a atual composição do STF e a necessidade de um controle mais rígido por parte do Senado.




