Dong Guangping, um ex-policial chinês de 68 anos e ativista de direitos humanos, foi detido na Coreia do Sul na segunda-feira (25) após uma tentativa arriscada de fuga da China. Ele passou cerca de 30 horas no mar em um bote inflável, buscando reencontrar sua família, que se refugiou no Canadá.
As autoridades sul-coreanas informaram que a guarda costeira local resgatou Dong em estado de exaustão, quase desmaiando, após ser alertada por pescadores sobre sua presença no mar. O ativista partiu da cidade de Weifang, na província de Shandong, em sua quarta tentativa de deixar o país.
Dong Guangping já enfrentou diversas prisões na China devido aos seus protestos contra o regime comunista, incluindo homenagens às vítimas do Massacre da Praça da Paz Celestial, que ocorreu em 1989. Até agora, ele tentou deixar o país em três ocasiões anteriores, todas sem sucesso.
Sua primeira tentativa foi em 2015, quando viajou para a Tailândia, mas foi deportado de volta para a China. Na segunda tentativa, em 2019, ele nadou da cidade de Shishi, na província de Fujian, em direção à ilha de Kinmen, em Taiwan, mas foi capturado por pescadores chineses e entregue à polícia.
Em 2020, Dong conseguiu entrar no Vietnã, onde viveu em segredo por dois anos, até ser detido pelas autoridades locais e deportado para a China. A recente tentativa de fuga levantou preocupações sobre a segurança do ativista.
O grupo de direitos humanos Human Rights in China expressou sua preocupação e pediu ao governo sul-coreano que não deportasse Dong. Em comunicado, o grupo ressaltou que a travessia no mar em um pequeno bote inflável, especialmente para um homem próximo dos 70 anos, evidencia a grave situação dos direitos humanos na China e a luta contínua de Dong por liberdade e reunificação familiar.




