No último sábado (25), um atentado terrorista em Berlim deixou uma mulher morta e 29 feridos, durante a Christopher Street Day (CSD), a Parada do Orgulho LGBTQ+. O suspeito principal, Abdul B., de 21 anos, é apontado como membro do Estado Islâmico. A polícia mobilizou uma intensa operação para encontrá-lo, que inclui buscas em estações de transporte e locais relacionados ao acusado.
O ataque ocorreu no parque Tiergarten, nas proximidades do Portão de Brandemburgo, onde o autor do atentado utilizou uma van para atropelar a multidão. Após perder o controle do veículo e colidir com uma árvore, ele abandonou o carro, armado com um facão, e atacou pedestres antes de fugir a pé. Entre os feridos, há informações de que pelo menos três estão em estado crítico e oito em situação grave.
Friedrich Merz, chanceler da Alemanha, classificou o ato como "abominável" e garantiu que a ação será severamente punida. Além disso, Alexander Dobrindt, ministro do Interior, descreveu o caso como um "ataque terrorista islâmico". A Procuradoria e a polícia de Berlim divulgaram a identidade e a fotografia de Abdul B., alertando a população sobre a possibilidade de ele estar armado e ser perigoso.
As autoridades expandiram a busca por Abdul B. para países vizinhos, como Holanda, França, Bélgica e Polônia. A imprensa local noticiou que ele é um cidadão alemão de origem libanesa e tem um histórico de interação com a polícia. No passado, Abdul B. tentou viajar para a Síria com a intenção de se unir ao Estado Islâmico, mas foi detido ao retornar do Líbano no final de 2025. Ele passou um período na prisão até maio de 2026, quando foi liberado após um acordo judicial e submetido a um programa de desradicalização.
Com a primeira sessão de desradicalização agendada para esta segunda-feira (27), a situação levanta preocupações sobre a segurança e a vigilância de simpatizantes do extremismo na Alemanha. Estima-se que milhares de pessoas com perfis semelhantes estejam sendo monitoradas pelas autoridades de inteligência do país, o que coloca em evidência o desafio contínuo da segurança pública frente a atos de terrorismo.




