Na madrugada de quarta-feira (22), um navio porta-contentores foi alvo de um ataque por parte de militares iranianos nas proximidades do Estreito de Ormuz. O incidente, que ocorreu a 15 milhas náuticas ao nordeste de Omã, foi relatado pela Organização de Tráfego Marítimo do Reino Unido (UKMTO).
De acordo com informações da autoridade marítima, uma lancha da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC) abordou a embarcação sem emitir aviso prévio e disparou contra ela, causando "graves danos à ponte de comando". Apesar da gravidade do ataque, a tripulação se encontra a salvo, sem registros de incêndios ou impactos ambientais.
Ainda não foram divulgados detalhes adicionais sobre o navio, incluindo sua bandeira ou localização atual. Este ataque é o mais recente em uma série de incidentes que têm ocorrido na região nos últimos dias, incluindo o ataque a duas embarcações com bandeira indiana, conforme noticiado por Nova Délhi no último sábado.
A situação no Estreito de Ormuz se agravou desde o início do conflito entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro. Teerã impôs restrições à passagem de embarcações pelo estreito, afirmando que a navegação só seria permitida sob controle iraniano e mediante o pagamento de uma taxa.
O Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, responsável por cerca de 20% do petróleo e gás global. Após a falha nas negociações para encerrar o conflito, o presidente Donald Trump anunciou o bloqueio da entrada e saída de navios de portos iranianos, incluindo aqueles que transitam pelo estreito.
Em resposta, Teerã ameaçou retaliar contra embarcações que cruzassem o estreito e também atacar portos vizinhos no Golfo. Atualmente, um cessar-fogo de duas semanas está em vigor na região do Oriente Médio, embora a campanha de bombardeios liderada pelos EUA e Israel contra o Irã tenha sido suspensa.




