Um ataque a tiros no complexo de pirâmides de Teotihuacán, no México, resultou na morte de uma mulher canadense de 32 anos e deixou 13 pessoas feridas, com idades variando entre seis e 61 anos. O incidente ocorreu na última segunda-feira, dia 20, e gerou grande preocupação em relação à segurança no país, que se prepara para sediar a Copa do Mundo de futebol em parceria com os Estados Unidos e o Canadá, entre junho e julho.
As autoridades identificaram o autor dos disparos como Julio César Jasso Ramírez, um homem de 27 anos, que se suicidou logo após o ataque. A presidente do México, Claudia Sheinbaum, expressou sua solidariedade às vítimas e suas famílias nas redes sociais, lamentando profundamente o ocorrido em Teotihuacán.
Relatos da imprensa local indicam que Jasso Ramírez tinha uma admiração alarmante por figuras históricas como Adolf Hitler e pelos atiradores responsáveis pelo massacre na Columbine High School, que aconteceu na mesma data, 20 de abril, em 1999. Além disso, ele manifestou interesse pelos sacrifícios humanos praticados por culturas pré-colombianas.
Este episódio de violência intensifica as preocupações sobre a segurança no México, especialmente com a proximidade da Copa do Mundo, que terá sua partida inaugural marcada para o dia 11 de junho, quando a seleção mexicana enfrentará a África do Sul.
A situação de segurança no país já vinha se deteriorando, com um aumento dos índices de violência. Em fevereiro, houve uma escalada de conflitos após a morte de Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como “El Mencho”, líder do Cartel Jalisco Nova Geração (CJNG), que provocou uma série de reações violentas por parte de grupos criminosos na região.




