Às margens do Rio Anhanduí, no bairro Taquarussu, um corredor de cerca de um quilômetro abriga um bosque urbano criado pelo aposentado Otávio Pitelin. Com 69 anos, ele cultiva mais de 700 plantas, incluindo árvores frutíferas e ervas medicinais, em um espaço que considera um "condomínio das frutas".
O interesse por plantação começou na infância, em Dourados, no sítio do avô. Desde 1976, Pitelin vive em frente ao rio e iniciou o cultivo de mudas em 1988, inicialmente para fazer remédios naturais. Com o tempo, ele continuou a plantar mesmo após a saída do irmão, que também se interessava por fitoterapia.
Sem recursos públicos, o bosque cresceu através de tentativas e aprendizados. Pitelin nunca cursou agronomia, mas fez cursos de ervas medicinais nos anos 1980. Hoje, o espaço abriga diversas espécies, como araticum, graviola e caqui, além de ipês e imbaúbas, atraindo pássaros.
Ele implementou técnicas adaptadas para a falta de irrigação, como o cultivo de feijão-andu entre as mudas. Pitelin critica a urbanização que impermeabiliza o solo e, sempre que vê um espaço vazio, planta novas árvores, com o objetivo de gerar sombra e alimento para a comunidade.




