Neste domingo (2), durante a convenção do PL no Distrito Federal, Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência da República, não prestou atenção à leitura de uma carta de sua madrasta, Michelle Bolsonaro. Enquanto Diego Torres, irmão de Michelle, fazia a leitura no palco, Flávio se reuniu com outros candidatos ao fundo, voltado para o lado oposto ao momento. Apesar de Diego ter chamado o nome do presidenciável, não obteve resposta.
Internada desde sábado em Brasília, Michelle escolheu Diego como primeiro suplente na chapa ao Senado pelo PL. Incapaz de participar do evento, ela enviou a carta para que ele a lesse em seu nome. "Ela gostaria muito de estar presente hoje neste lindo evento, mas precisou se hospitalizar, pois não estava se sentindo bem", explicou Diego antes de iniciar a leitura.
Na mensagem, Michelle detalhou o motivo de sua ausência. "Faz mais de dez dias que estou com enxaqueca muito forte. Estava tomando medicamentos, mas isso não resolveu. Ontem fui ao hospital, onde fiquei internada", relatou. Ela também destacou que, apesar da internação, o compromisso político permanecia inalterado. "Meu corpo precisou parar, mas o meu compromisso com vocês não parou."
A ex-primeira-dama ressaltou sua ligação com o Distrito Federal, sua terra natal, e a trajetória ao lado de Jair Bolsonaro. "Sou filha desta terra e há quase 20 anos sou a esposa de um homem que o Brasil conhece muito bem, Jair Bolsonaro", afirmou.
Michelle também mencionou políticas implementadas durante o governo do marido, voltadas para pessoas com deficiência e doenças raras. Ela citou a criação do primeiro protocolo de atendimento para epidermólise bolhosa e a sanção da Lei Romeo Mion, que beneficia a comunidade autista.




