O líder do partido Chega, André Ventura, relatou nesta terça-feira (28) que documentos vinculados à comissão parlamentar de inquérito (CPI) que a legenda planeja instaurar para investigar a gestão do ministro da Administração Interna, Luís Neves, foram furtados de seu gabinete na Assembleia da República, o Parlamento de Portugal.
Ventura fez a denúncia inicialmente por meio de uma postagem no X, onde compartilhou um vídeo mostrando seu gabinete revirado, com papéis espalhados pelo chão. "Assim está o meu gabinete esta manhã na Assembleia da República. Alguém estava à procura de alguma coisa e não se coibiu de agir dentro do próprio Parlamento. Não sei ainda se foi roubado algum documento ou não, mas atingimos o grau zero da nossa democracia", declarou o parlamentar.
Posteriormente, em conversa com jornalistas na Assembleia da República, Ventura confirmou que pen drives e documentos relacionados a Luís Neves e outros membros do governo, liderado pelo primeiro-ministro Luís Montenegro, desapareceram. "Não posso deixar de fazer uma associação entre as duas coisas", afirmou, acrescentando que espera que a investigação sobre o caso seja realizada de forma eficaz. Ele enfatizou que situações desse tipo não deveriam ocorrer, destacando que o episódio representa um ataque ao Chega e à sua postura em defesa da democracia.
A Unidade Nacional Contraterrorismo da Polícia Judiciária, que pertence à pasta de Luís Neves, está à frente das investigações. Em resposta ao incidente, o primeiro-ministro Montenegro classificou a invasão ao gabinete de Ventura como "inconcebível em uma democracia" e ressaltou a necessidade de uma investigação "rápida e conclusiva".
A Assembleia da República informou que o Serviço de Segurança do órgão tomou medidas imediatas, isolando a área afetada e comunicando as autoridades competentes sobre o ocorrido.




