Na noite de segunda-feira (13), Professores da Reme (Rede Municipal de Ensino) se reuniram e aprovaram a proposta da Prefeitura de Campo Grande para um reajuste salarial de 5,4%. A assembleia, que contou com a participação de cerca de 250 profissionais, ocorreu na sede da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação). O acordo estabelece que o pagamento será feito em três parcelas: 2% em setembro de 2023, 1,4% em dezembro e 2% em janeiro de 2027.
A base para o cálculo das parcelas será a folha salarial de agosto deste ano. Além disso, o ofício enviado pela prefeitura determina a atualização da tabela salarial e a criação de um calendário oficial para reuniões mensais da Comissão Permanente, que irá acompanhar as políticas e os recursos da educação municipal. Essas reuniões estão previstas para iniciar em agosto.
O reajuste aprovado se aplica a todos os professores, incluindo efetivos, temporários, convocados e aqueles que lecionam aulas complementares. A inclusão de todos os grupos no acordo foi um fator importante para a categoria durante a votação. A assembleia também decidiu adiar a discussão sobre os 3% previstos na Lei Municipal 7.523, de novembro de 2025, que deveria ter sido incorporado em setembro deste ano. A negociação será retomada em janeiro de 2027.
Uma comissão formada pela prefeitura, pela ACP (Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública) e por representantes da Câmara Municipal irá discutir a implementação dos 3% entre janeiro e maio do próximo ano. Os professores reafirmaram a importância da lei que estabelece o piso salarial para uma jornada de 20 horas semanais.
O presidente da ACP, Gilvano Bronzoni, comentou que o acordo não atende todas as expectativas iniciais, mas preserva aspectos considerados significativos pela categoria. "Saímos deste movimento não com aquilo que pretendíamos, que era o pagamento à vista, mas com o reajuste parcelado em setembro, dezembro e janeiro de 2027. Também garantimos que professores temporários, convocados e com aulas complementares não ficassem à margem da categoria", afirmou.
As discussões sobre o reajuste salarial ocorreram após seis reuniões da Comissão de Educação da Câmara, onde as primeiras rodadas não resultaram em consenso sobre o percentual e o cronograma de pagamento. Em 7 de julho, a prefeitura havia proposto um reajuste com parcelas de 1,7% em setembro, 1,7% em dezembro e 2% em janeiro de 2027, mas essa proposta foi rejeitada pela maioria dos professores, que exigiram o pagamento integral ainda em 2026.




