O assassinato de um adolescente de 16 anos, conhecido pelo apelido de "PK", ocorreu na última segunda-feira (25) em Dourados, a 251 km de Campo Grande. As investigações indicam que o crime foi motivado pela disputa pelo controle do tráfico de drogas na região e foi ordenado pela cúpula do Comando Vermelho (CV).
Na quinta-feira (28), autoridades do Setor de Investigações Gerais (SIG) e do Núcleo Regional de Inteligência (NRI) prenderam um homem de 18 anos e um adolescente de 15 anos em uma residência localizada no Jardim Santo André. Durante a abordagem, os suspeitos confessaram a execução de "PK" e forneceram detalhes sobre a estrutura interna da facção criminosa.
Os detidos relataram que acabaram de ingressar no Comando Vermelho e que a ordem para matar "PK" partiu das lideranças nacionais da organização, visando consolidar o domínio territorial em Dourados, a segunda maior cidade de Mato Grosso do Sul. A vítima, por sua vez, também era envolvida com atividades criminosas e exercia a função de "disciplina" no Primeiro Comando da Capital (PCC), além de ser suspeita de participação em um homicídio motivado por conflitos entre gangues no ano anterior.
As investigações revelaram que, durante o monitoramento de inteligência, os agentes do SIG tiveram acesso a grupos de mensagens que mostravam um dos suspeitos ostentando armas e fazendo ameaças diretas a rivais. Ao cercar o local onde a dupla se escondia, os policiais apreenderam um revólver municiado, que apresentava características semelhantes ao utilizado no homicídio, além de roupas usadas durante o crime e um celular.
No quintal da residência, foram encontrados uma motocicleta de origem paraguaia, utilizada pelos atiradores para fugir após o crime, que havia sido furtada recentemente, e ainda cerca de 1,5 kg de maconha, 100 g de haxixe e uma balança de precisão. Após a prisão, o homem de 18 anos foi autuado em flagrante por homicídio qualificado, integração em organização criminosa, posse irregular de arma de fogo, receptação e tráfico de drogas, sendo encaminhado para a carceragem da Depac. O adolescente, por sua vez, responderá por ato infracional análogo aos mesmos crimes e permanece apreendido à disposição da Vara da Infância e Juventude.




