Outros jornais também se manifestaram sobre o conteúdo do memorando. O Kahyan destacou que "o Estreito de Ormuz é nossa arma de dissuasão" e que a "nossa alavanca de poder não é negociável". O Sazandegi, por sua vez, estampou em letras grandes o número "300", que se refere a um fundo de US$ 300 bilhões para a reconstrução e desenvolvimento econômico do Irã previsto no acordo.
A oposição democrata nos EUA e políticos israelenses criticaram o memorando, que, embora preveja a reabertura do Estreito de Ormuz e um compromisso de que o Irã não desenvolverá armas nucleares, inclui a retirada de sanções ao regime persa e o desbloqueio de ativos iranianos congelados. Além disso, a administração do Estreito de Ormuz será negociada com Omã, algo que o presidente Donald Trump já havia se oposto fortemente.
Em resposta às críticas sobre a abordagem do governo americano em relação ao Irã, Trump se manifestou na rede Truth Social, afirmando que aqueles que consideram que ele não foi suficientemente firme estão apenas demonstrando inveja ou ignorância. Ele ressaltou que, com a bolsa de valores atingindo um recorde histórico e a queda nos preços do petróleo, a crítica à sua postura é infundada.
O desdobramento desses eventos sugere um novo cenário nas relações entre o Irã e os EUA, com a imprensa iraniana adotando uma postura otimista em relação ao acordo, enquanto a oposição nos Estados Unidos continua a manifestar descontentamento com a estratégia adotada pelo governo atual.




