O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, declarou neste sábado, 13, que um acordo entre os Estados Unidos e o Irã, destinado a pôr fim ao conflito no Oriente Médio, está prestes a ser finalizado. Segundo Sharif, as negociações chegaram a um ponto em que as partes já concordaram com um "texto final e consensual", e os mediadores estão trabalhando nos ajustes finais necessários para formalizar o tratado.
Sharif enfatizou que a conclusão do acordo pode ocorrer nas próximas 24 horas. Em uma publicação na rede social X, o premiê destacou que o país se prepara para a assinatura eletrônica do acordo imediatamente após sua finalização, além de planejar conversas técnicas na próxima semana. O Paquistão tem exercido um papel de destaque como mediador nas negociações entre as duas nações. "Estamos mais perto do que nunca de um acordo de paz. A paz nunca esteve tão próxima como está agora", afirmou.
O avanço nas tratativas ocorre em um contexto de tensão, após três dias de confrontos entre Irã, Estados Unidos e Israel, que reacenderam temores sobre uma escalada do conflito na região. Na sexta-feira, 12, Abbas Araghchi, ministro das Relações Exteriores do Irã, já havia manifestado que um acordo "nunca esteve tão próximo". Essa declaração foi compartilhada por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, que tem reiterado a possibilidade de um desfecho positivo nas negociações nas últimas semanas.
A guerra, que teve início em 28 de fevereiro, gerou instabilidade em toda a região e impactou os embarques de petróleo e gás natural do Golfo Pérsico. Desde 7 de abril, um cessar-fogo está em vigor. Em uma entrevista à TV estatal iraniana na sexta, Araghchi comentou que as partes estão buscando firmar um acordo inicial que declare o fim da guerra "em todas as frentes, incluindo o Líbano", onde Israel tem enfrentado o Hezbollah, grupo aliado do Irã, desde o início de março.
Outro ponto crucial nas negociações é a reabertura do Estreito de Ormuz, uma rota estratégica para o transporte global de petróleo e gás. O fechamento dessa passagem pelo Irã impactou o abastecimento de energia e pressionou os preços dos combustíveis, refletindo também sobre o custo de alimentos e outros produtos em diversas partes do mundo. De acordo com um membro do governo americano, o acordo em discussão inclui medidas para restabelecer o tráfego marítimo na região.
Araghchi ressaltou que o Irã apoia um entendimento que permita ao país cobrar dos navios pelos serviços durante a travessia do estreito. Durante o período de guerra, Teerã implementou um sistema de pedágio que, conforme afirmam os Estados Unidos e outros países, infringe o direito internacional. "Haverá custos envolvidos", afirmou Araghchi. "E esses custos devem ser pagos."




