Abelardo de la Espriella, candidato à presidência da Colômbia, obteve uma vitória no segundo turno das eleições, conforme os primeiros resultados da apuração das cédulas. O advogado de 47 anos conseguiu superar o candidato esquerdista Iván Cepeda por uma margem de quase um ponto percentual. Cepeda, por sua vez, solicitou cautela e pediu que se aguardasse o resultado oficial da contagem.
Após a apuração preliminar, De la Espriella expressou sua gratidão a Deus, referindo-se à sua vitória como um "milagre" em um contexto complexo. O candidato da direita também fez acusações direcionadas ao partido governista, afirmando que sua vitória representa uma derrota ao regime atual. "Conseguimos derrotar o regime, isso é épico e só foi possível com a graça de Deus", declarou.
Com um discurso carismático e provocativo, De la Espriella se posiciona como uma figura central na política conservadora do país. Ele se apresenta como um empresário bem-sucedido e defensor da alta cultura, atraindo o eleitorado conservador e polarizando a política em torno de sua candidatura. Desde o início de sua campanha, o candidato utilizou uma retórica da ultradireita e propostas populistas, prometendo interromper a continuidade do governo de Gustavo Petro.
A sua trajetória política ganhou força com o movimento Defensores da Pátria, que ele lançou em 2025. Desde então, as pesquisas têm mostrado De la Espriella como a principal voz do eleitorado anti-Petro. Apesar de não estar filiado a nenhum partido, ele se declarou aberto a receber apoio de diversos setores políticos, exceto aqueles alinhados à administração atual.
De la Espriella se inspira na ideia de evitar que a Colômbia enfrente um governo que ameace as liberdades fundamentais, citando a fraude eleitoral na Venezuela como um alerta. Sua postura agressiva contra jornalistas e suas atitudes controversas em relação a mulheres têm gerado críticas, mas não parecem ter impactado negativamente sua popularidade.
Recentemente, o candidato se envolveu em polêmicas ao interagir de forma considerada sexista com a jornalista María Lucía Fernández durante uma entrevista. Apesar das críticas, De la Espriella parece ter se beneficiado da atenção gerada por essas controvérsias, reiterando a ideia de que "não existe publicidade ruim" e que toda exposição contribui para sua imagem pública.




