Existe um desejo humano antigo de criar vida artificial. A História da Ciência mostra que desenvolvimentos semelhantes já foram feitos. O poeta grego Hesíodo conta a história do titã Prometeu, que criou a raça humana. Outros exemplos incluem a lenda de Pigmalião, que esculpiu em mármore uma companheira, Galateia, e o mítico Dédalo, que inventou estátuas móveis para guardar seu labirinto.
Técnicos antigos frequentemente construíam autômatos, como o inventor alemão Ctesíbio de Alexandria, que criou a clepsidra, uma máquina que demonstrava o desejo humano de controlar o tempo. A ambição de criar movimento e ilusão promoveu contatos com a magia e o divino.
A construção de autômatos se tornou atividade de prestígio no auge do Iluminismo, e a técnica permitiu criar modelos sofisticados, como os desenvolvidos pela oficina do francês Jacques de Vaucanson. Seu pato, capaz de andar, “deglutir” alimentos e “expelir” mecanicamente, é um exemplo. Vaucanson também aperfeiçoou um invento que teve importantes consequências sociais e econômicas: um tear automático.
A busca por vida artificial é um tema antigo que permanece atual. A inteligência artificial é uma evolução natural do desejo humano de criar vida artificial.




