Uma juíza federal dos Estados Unidos anulou a política do Departamento de Estado que havia interrompido a emissão de vistos de imigrante para 75 países, entre eles o Brasil. Essa medida, que não se aplicava aos vistos de turismo B1/B2, afetava aqueles que desejam residir permanentemente nos EUA, relacionados ao processo de obtenção do Green Card.
A juíza Jeannette A. Vargas, do Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Sul de Nova York, argumentou que a suspensão era uma violação da legislação federal de imigração e ultrapassava a autoridade do secretário de Estado, Marco Rubio. Ela descreveu a política como "manifestamente ilegal" e ordenou sua revogação.
O congelamento dos vistos começou em 21 de janeiro de 2026, afetando cidadãos de 75 nações, incluindo o Brasil. A justificativa apresentada na época pelo governo Trump estava ligada à política de "public charge", que visava intensificar a análise de candidatos que poderiam depender de benefícios públicos nos Estados Unidos.
Apesar da suspensão, os candidatos dos países afetados podiam ainda solicitar seus vistos e participar de entrevistas consulares. No entanto, a emissão dos vistos de imigrante estava bloqueada, enquanto os vistos de não imigrante, como os de turismo, não eram impactados pela medida.
A decisão da juíza Vargas não garante automaticamente um Green Card aos brasileiros afetados, mas representa uma importante vitória ao eliminar o bloqueio que impedia a emissão dos vistos de imigrante com base na nacionalidade. A possibilidade de recurso pelo governo ainda não está descartada, o que pode prolongar a disputa judicial.
A situação agora gera expectativas sobre como os processos de imigração serão afetados, uma vez que a decisão judicial pode influenciar a análise de casos que estavam sujeitos à política anterior. Após meses de restrições, a derrubada dessa diretriz traz novas esperanças para os brasileiros que buscam residência permanente nos EUA.




