O julgamento de Luiz Gustavo da Silva Gonçalves, acusado de assassinar seu padrasto, Itamar de Lima Cristaldo Júnior, de 38 anos, foi adiado nesta sexta-feira, 21 de agosto. O réu chegou ao Tribunal do Júri por volta das 8h e aguardou cerca de 30 minutos até que o juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri, anunciasse a suspensão da sessão.
Os 22 jurados convocados estavam presentes no auditório, assim como a promotora e outros profissionais envolvidos, mas o sorteio não pôde ser iniciado. Às 8h15, o juiz explicou que os advogados Wilson Mateus Capistrano e Edgard de Souza Gomes não haviam chegado e que o tribunal aguardaria mais alguns minutos por eles.
Após mais 15 minutos de espera, Aluízio comunicou aos jurados que, dado o atraso dos defensores, um representante da Defensoria Pública seria nomeado para assumir a defesa de Luiz. O juiz também mencionou que a ausência dos advogados seria reportada à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Ele observou que a cidade não é grande e que, se os advogados não haviam chegado até aquele momento, provavelmente não chegariam mais.
No termo da audiência, que foi anexado ao processo, Aluízio explicou que os advogados tiveram contato com Luiz na semana anterior e que o réu afirmou não saber o motivo da falta deles. Luiz também manifestou que não tinha condições de contratar outro advogado, solicitando, assim, a intervenção da Defensoria Pública.
O crime pelo qual Luiz Gustavo é acusado ocorreu em julho de 2025. Durante a audiência, o juiz ressaltou os transtornos causados pela situação, tanto para os jurados quanto para a promotoria, que se mobilizaram para o julgamento. Aluízio destacou que a comunicação prévia por parte dos advogados poderia ter evitado o adiamento.
Ele lembrou que, em anos anteriores, advogados poderiam ser multados por faltas não justificadas, mas essa penalidade foi considerada inconstitucional, resultando na atual situação em que não há consequências financeiras para os defensores que não comparecem aos julgamentos. Essa mudança na legislação contribui para a falta de responsabilidade em algumas situações, como a vivenciada nesta manhã.




