O advogado Ricardo Sousa Pereira, responsável pela defesa do ex-deputado estadual Roberto Razuk Filho, conhecido como Neno, fez uma menção ao Campo Grande News em audiência na 1ª Câmara Criminal. Ele relatou que tomou conhecimento do mandado de prisão do cliente através da mídia, destacando que o processo estava sob sigilo. Durante sua sustentação oral na tarde do dia 20, o advogado afirmou que ele e a população de Mato Grosso do Sul souberam da prisão pela reportagem do veículo.
A defesa utilizou a menção ao vazamento da ordem de prisão para argumentar que Neno não tentou fugir. De acordo com os advogados, após a divulgação da informação pela imprensa e a confirmação com o Gaeco (Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado), foram discutidos os termos para que o ex-deputado se apresentasse. Neno foi detido ao retornar ao Brasil, mesmo após já ter uma entrega pré-agendada para a manhã do dia seguinte.
Além de enfrentar a situação judicial, Neno Razuk não participará das eleições deste ano, pois não registrou sua candidatura no sistema DivulgaCandContas da Justiça Eleitoral para as Eleições 2026. O ex-deputado perdeu seu mandato em decorrência da recontagem de votos que ocorreu antes da emissão da ordem de prisão preventiva, vinculada à Operação Successione.
Em outro contexto, a Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte) anunciou a reserva de R$ 1,88 milhão para serviços de cronometragem em eventos esportivos, como corridas de rua e provas de ciclismo. A ata de registro de preços, divulgada em 20 de outubro, cobre itens essenciais como chips, números de peito, tapetes de largada e chegada, relógios e plataformas de inscrição online.
Os tapetes e as antenas de cronometragem, por exemplo, podem custar até R$ 838,6 mil. Também estão previstos R$ 804 mil para a produção de 150 mil kits descartáveis contendo chip e número de peito. Outros valores incluem R$ 5,3 mil destinados a trabalhadores vinculados ao RPPS (Regime Próprio de Previdência Social) e R$ 505,89 para servidores do RGPS (Regime Geral de Previdência Social).
Por fim, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) tem agido para contestar eleições antecipadas em câmaras municipais. Recentemente, a Promotoria de Justiça de Bela Vista iniciou um inquérito civil para investigar a escolha da Mesa Diretora da Câmara de Caracol para o biênio 2027-2028, apontando possíveis inconstitucionalidades e ilegalidades na votação antecipada. O MP destaca a necessidade de respeito ao marco temporal e aos princípios republicano e democrático, conforme estabelecido pelo Supremo Tribunal Federal.




