Na quinta-feira (20), a Coreia do Norte disparou aproximadamente dez mísseis balísticos em direção ao Mar do Japão. Este foi o primeiro teste de armas do regime comunista desde que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descreveu o país como "inofensivo e respeitoso" no último domingo (16).
De acordo com informações do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul, os mísseis foram lançados a partir de Pyongyang, a capital da Coreia do Norte, e percorreram cerca de 300 quilômetros antes de cair nas águas a leste do país. O Japão, por sua vez, confirmou a detecção dos lançamentos.
Em resposta aos testes, o Conselho de Segurança Nacional da Coreia do Sul emitiu um comunicado pedindo à Coreia do Norte que cesse os lançamentos de mísseis balísticos. Este chamado se dá em um contexto de crescente tensão na península.
No último fim de semana, Donald Trump anunciou a redução significativa de um exercício militar conjunto com a Coreia do Sul, argumentando que a operação era "dispendiosa" e enviava um "sinal inadequado e hostil" ao regime norte-coreano. Os exercícios militares, iniciados na segunda-feira (17), estão programados para terminar na sexta-feira (21), embora inicialmente estivessem previstos para se encerrar no dia 27.
Trump também mencionou que a Coreia do Sul não havia colaborado na guerra contra o Irã como parte de sua justificativa para a diminuição dos exercícios. Além disso, o presidente americano indicou que uma reunião com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, poderia ocorrer em breve. No entanto, Kim Yo-jong, irmã de Kim Jong-un e figura influente no regime, negou que houvesse uma resposta ao contato dos EUA, minimizando a importância da redução das manobras militares.
Ela afirmou que a natureza provocativa dos exercícios militares não mudará, mesmo que sua duração e escala sejam ajustadas, e destacou que os Estados Unidos não devem esperar uma resposta positiva ao que consideram um gesto de boa-fé.




