Um jovem entregador, de 20 anos, passou por uma situação extrema ao ser feito refém por dois assaltantes enquanto realizava uma entrega de mercadorias na Vila Jacy, em Campo Grande. O incidente ocorreu na terça-feira (18) e foi captado por câmeras de segurança. O jovem, que teve seu nome e imagem preservados por motivos de segurança, relatou que, ao chegar ao local, desconfiou da presença da dupla.
O assalto ocorreu durante a terceira entrega do dia. Após desligar o carro e sair do veículo, o entregador foi abordado por um dos criminosos, que o ameaçou com uma pistola. "Ele me abraçou e ficou com a pistola no meu peito. Engatilhou a arma e começou a conversar, exigindo a chave da casa, pensando que eu morava lá. Em seguida, perguntou pela chave do carro", narrou o jovem.
Os assaltantes ordenaram que o entregador deitasse no chão e exigiram seu celular. Um dos criminosos, em tom ameaçador, disse: "Vai, mata ele logo". O jovem relembra o momento em que a arma foi colocada em sua nuca, descrevendo a sensação de estar à beira da morte: "Só fechei o olho e esperei o tiro. Estava esperando morrer".
Inicialmente, o entregador pensou que se tratava de uma brincadeira, mas a realidade se impôs quando percebeu a gravidade da situação. Após a fuga dos assaltantes com o carro e 57 pacotes de mercadorias, ele conseguiu se recompor e pediu ajuda a pessoas que passavam pela rua. O jovem então acionou as autoridades para registrar o boletim de ocorrência.
Até a data do relato, os suspeitos do crime ainda eram procurados. O entregador, que trabalha há mais de dois anos com entregas, havia começado a utilizar o carro apenas uma semana antes do assalto. Ele informou que as mercadorias que transportava eram asseguradas pela empresa para a qual presta serviço. O trauma causado pela experiência afetou seu estado psicológico, e ele decidiu que, por enquanto, não voltará ao trabalho com o carro, optando por fazer entregas de moto.
O entregador ainda está pagando as prestações do Gol, seu primeiro carro, e expressou sua indignação com a situação. "É uma injustiça você sair e ficar com medo de ser assaltado, porque a pessoa que sai, ela está saindo para trabalhar, não para ser assaltada. Então, a cautela sempre tem que ter", afirmou.




