O governo da Argentina divulgou, nesta terça-feira (18), que o país observou uma nova queda no número de homicídios dolosos, resultado que é em parte atribuído às políticas de segurança implementadas pela administração do presidente Javier Milei. No primeiro semestre de 2025, foram contabilizadas 738 vítimas de homicídio, o que representa uma redução de 10% em relação ao mesmo período de 2024, que registrou 822 casos.
Os dados foram apresentados pelo porta-voz presidencial, Adrián Revier, que destacou que a diminuição é ainda mais significativa quando comparada ao ano de 2023, o último sob a gestão do peronista Alberto Fernández, que teve 1.035 homicídios no mesmo intervalo. Assim, a comparação com 2023 indica uma redução de 41% nos homicídios dolosos.
Revier enfatizou a gravidade de cada homicídio, afirmando que cada caso é uma tragédia e uma responsabilidade que exige um esforço contínuo do governo. A tendência de queda, segundo ele, sugere que as políticas de segurança implementadas estão seguindo uma direção correta.
Um dos principais programas destacados na coletiva foi o Plano Bandera, que foi lançado em Rosario, uma cidade fortemente afetada por atividades de organizações ligadas ao narcotráfico. Este plano ampliou a presença de forças federais em áreas consideradas críticas da cidade.
De acordo com Revier, os homicídios dolosos em Rosario apresentaram uma queda de 33% ao longo de 2026 e, desde o início do Plano Bandera, a redução acumulada atinge 68%. O fortalecimento da presença das forças federais na região foi apontado como um dos fatores que contribuíram para a melhoria dos indicadores de segurança
Além disso, o governo anunciou que a Argentina se consolidou como o país com a menor taxa de homicídios na América Latina e no Caribe. Atualmente, a taxa argentina é de 3,6 assassinatos para cada 100 mil habitantes. Para contextualizar, a média na região é de 15 homicídios por 100 mil habitantes, com o Chile apresentando 5,4, o Uruguai 10,3 e o Brasil 19,2.




