A descoberta de petróleo pela Petrobras na Foz do Amazonas se tornou um dos principais pilares da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Lula afirmou que essa descoberta “pode ser o passaporte para o futuro”, uma frase que remete a 20 anos atrás, quando a Petrobras anunciou a primeira grande descoberta do pré-sal.
Naquele período, Lula venceu a eleição e, em seguida, elegeu uma sucessora, resultando na transformação da Petrobras na empresa de petróleo mais endividada do mundo. Esse cenário não foi uma mera coincidência, mas o reflexo da companhia se tornar o principal foco do escândalo de corrupção da Lava Jato. A Petrobras foi alvo de aparelhamento político, utilizada como meio de desvios, e forçada a congelar preços e investir em projetos falhos, enquanto abastecia o caixa de partidos e enriquecia indivíduos em conluio com empreiteiras.
Além do escândalo monumental, que permanece na memória coletiva, a descoberta de petróleo trouxe uma lição crucial que parece ter sido esquecida por Lula: o petróleo, por si só, não tem valor sem um plano estratégico definido para sua utilização.
A nova descoberta reforça a posição do Brasil na geopolítica contemporânea das commodities, que abrange combustíveis fósseis, bioenergia, minerais raros, além da produção de grãos e proteínas. Ao reiterar a ideia de que o petróleo é um passaporte para o futuro, Lula revela a falta de uma visão estratégica e de um projeto de país nos anos anteriores, onde a corrupção prevaleceu.
Essa falta de planejamento estratégico e a ambição de utilizar o petróleo para consolidar seu poder são aspectos que Lula deve considerar, à luz da história recente da Petrobras e das lições que poderiam ter sido aprendidas.




