A investigação sobre a morte da fisioterapeuta Fabiola Marcotti, de 51 anos, realizada pela Polícia Civil, confirmou que o caso se trata de feminicídio, inserido em um contexto de violência doméstica e familiar. O crime ocorreu em 18 de maio de 2026, em Campo Grande, e sua conclusão se deu após a finalização das perícias técnicas conduzidas pela 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª Deam).
Os laudos elaborados pelo Instituto de Criminalística e pelo Instituto Médico Legal afastaram a hipótese de suicídio, que foi inicialmente considerada. A análise pericial revelou elementos que comprovaram a ocorrência do feminicídio. Na última sexta-feira (14), a Polícia Civil cumpriu um mandado de prisão preventiva contra João Jazbik Neto, de 78 anos, expedido pela 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, em razão do crime previsto no artigo 121-A do Código Penal.
Durante a investigação, foram ouvidas diversas testemunhas, e aparelhos celulares foram apreendidos e analisados. Os dados obtidos a partir desses dispositivos foram fundamentais para esclarecer as circunstâncias que cercaram a morte de Fabiola. No dia do crime, o médico acionou os serviços de emergência, alegando que sua esposa teria cometido suicídio com um disparo de arma de fogo.
Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) compareceu ao local e, posteriormente, o cardiologista comunicou a Polícia Militar, por volta das 11h30. Com o término das diligências e dos exames periciais, a versão de suicídio foi descartada pela investigação, que agora determina que Fabiola foi vítima de feminicídio.
As investigações foram concluídas, e o Inquérito Policial será enviado ao Poder Judiciário e ao Ministério Público, que analisará o caso e poderá formalizar a denúncia contra o investigado.




