No último sábado, comunidades cristãs em todo o Oriente Médio e no Norte da África celebraram a solenidade da Assunção da Virgem Maria, apesar dos desafios significativos que enfrentam. As ruas do Líbano foram tomadas por procissões, com cada vila realizando suas festividades de acordo com suas tradições e costumes específicos.
Na cidade de Jezzine, localizada no sul do Líbano, uma longa procissão resultou no lançamento de um rosário de balões ao céu. Uma estátua da Virgem Maria foi erguida por um guindaste, simbolizando sua ascensão, enquanto pétalas de flores eram lançadas sobre os fiéis que se reuniram para a celebração.
Em Bhamdoun, no Monte Líbano, a tradição de preparar o prato conhecido como "hreeseh" foi mantida. Os moradores se revezaram em grandes caldeirões, cozinhando o prato de trigo e carne por várias horas, em um esforço coletivo que reforça os laços comunitários.
Embora algumas igrejas tenham cancelado festividades públicas devido ao aumento de sequestros de cristãos, celebrações religiosas ainda ocorreram na Síria. Um exemplo notável foi o Carnaval de Marmarita, que retornou após anos, enchendo as ruas com música, trajes coloridos e alegria, reunindo tanto residentes quanto membros da diáspora síria.
Na Tunísia, as festividades se concentraram em La Goulette, onde a tradicional procissão de Nossa Senhora de Trapani foi realizada. Após uma missa na Igreja de Santo Agostinho e São Fidélis, a estátua da Virgem Maria percorreu as ruas da cidade, reunindo fiéis em um ato de devoção e celebração.
Essa tradição, que remonta ao século XIX e que foi revivida em 2017, surgiu entre pescadores sicilianos que habitavam a região. Eles carregavam a imagem da Virgem em direção ao mar, solicitando bênçãos para suas atividades pesqueiras.




