O ministro Kassio Nunes Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), instaurou uma representação junto à Procuradoria Geral Eleitoral para investigar a recente filiação do senador Flávio Bolsonaro ao partido Missão. Em nota, o TSE esclareceu que a associação foi realizada por uma pessoa que possuía dados do senador, sendo, portanto, um uso indevido das credenciais da legenda. O tribunal enfatizou que não se tratou de um ataque hacker.
A campanha de Flávio Bolsonaro já havia se manifestado anteriormente, acionando o TSE após o sistema da Justiça Eleitoral indicar que o senador estava vinculado ao Missão, e não ao PL. De acordo com uma certidão histórica de filiação partidária emitida pela Corte, a filiação de Flávio ao Missão foi registrada em 12 de agosto de 2026, apresentando-se como regular no sistema da Justiça Eleitoral.
Ainda segundo a certidão, Flávio Bolsonaro foi desfiliado do PL no mesmo dia em que se filiou ao Missão. A Jovem Pan tentou contato com a campanha do senador para obter esclarecimentos sobre a situação e se houver resposta, a matéria será atualizada.
Renan Santos, ao ser questionado sobre o ocorrido, declarou que não deseja a filiação do senador ao partido que fundou, afirmando: “Obviamente não partiu da gente isso, deve ter sido alguém que hackeou. A última coisa que eu vou querer é o Flávio Bolsonaro filiado no partido que eu fundei.”
Após a repercussão do caso, o Missão emitiu uma nota informando que o gabinete de Flávio Bolsonaro foi notificado sobre a tentativa de filiação no dia 2 deste mês. No comunicado, a legenda também ressaltou que está em diálogo com a Polícia Federal e com o TSE para resolver a situação.




