O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu tornar pública a reunião de conciliação agendada para a quinta-feira, dia 13, em Brasília, com o objetivo de discutir o apoio ao Banco de Brasília (BRB). O Governo do Distrito Federal (GDF), controlador do BRB, acusa o setor privado e a União de não tomarem iniciativas após a primeira rodada de negociações realizada em maio.
O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi convidado a contribuir com um aporte de R$ 6,6 bilhões para o BRB, mas informa que não possui acesso a todos os documentos necessários para tomar uma decisão. Os principais bancos do País, que poderiam oferecer garantias à operação, também alegam a falta de informações. O acordo assinado há três meses envolveu o GDF e o governo federal, que prefere não se envolver diretamente no socorro ao banco.
A reunião ocorrerá às 16h15 no plenário da Segunda Turma do STF, sendo convocada por Fux em resposta a um pedido da governadora Celina Leão, do PP. A Procuradoria Geral do Distrito Federal (PGDF) apresentou uma petição ao STF denunciando a “inércia” do FGC e da União em facilitar o aporte ao BRB.
Além do GDF e da União, que são partes do acordo, Fux convocou também o ministro da Fazenda, Dario Durigan; o diretor-presidente do FGC, Daniel Lima; o presidente do BRB, Nelson de Souza; a presidente do Banco do Brasil, Tarciana Medeiros, que representa o consórcio bancário, e os procuradores gerais do Banco Central, Cristiano Cozer, e do DF, Diana Ramos.
A expectativa é que a reunião contribua para esclarecer as questões pendentes e agilizar o processo de socorro ao BRB, que se encontra em situação delicada. A falta de documentos e a morosidade nas negociações têm sido apontadas como obstáculos significativos para a concretização do apoio financeiro necessário.




