Um terremoto com magnitude 7,4 atingiu a Colômbia na manhã de segunda-feira (10), provocando devastação em várias localidades. O epicentro do tremor foi localizado próximo a San José del Palmar, no departamento de Chocó, e a força do abalo foi sentida em cidades como Cali, Pereira, Manizales e Bogotá.
Na manhã desta terça-feira (11), os números já indicavam 179 mortos, além de um grande número de feridos e pessoas desaparecidas. O impacto do terremoto resultou no desabamento de prédios e afetou estruturas de transporte, evidenciando a gravidade da situação.
Apesar da tragédia, o terremoto colombiano não está entre os mais poderosos já registrados na América do Sul. A região, especialmente ao longo de sua costa oeste, já vivenciou alguns dos mais intensos terremotos do mundo. O mais notável ocorreu no Chile em 1960, quando um tremor de magnitude 9,5 em Valdivia se tornou o maior já registrado por instrumentos, resultando em um tsunami que alcançou áreas tão distantes quanto Havaí, Japão e Filipinas.
Esses eventos sísmicos estão relacionados ao encontro de placas tectônicas na margem ocidental do continente. A Placa de Nazca, que se localiza ao largo das costas do Chile, Peru, Equador e Colômbia, subduz sob a Placa Sul-Americana, gerando uma acumulação de tensão. Quando essa energia é liberada abruptamente, um terremoto ocorre, podendo também desencadear tsunamis.
De acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS), a zona de subducção entre as placas de Nazca e Sul-Americana tem sido responsável por diversos terremotos de magnitude 8 ou superior desde o início do século 20. Os maiores tremores da América do Sul são um reflexo dessa dinâmica tectônica, e uma lista de sete eventos significativos ilustra a magnitude desses abalos.
O Brasil, embora esteja na mesma placa tectônica, ocupa uma posição geográfica distinta, no interior da Placa Sul-Americana, o que resulta em uma menor frequência de grandes terremotos em comparação com os países da costa do Pacífico, como Chile, Peru, Equador e Colômbia. No entanto, isso não significa que o Brasil esteja completamente imune a tremores; o maior terremoto registrado no país ocorreu em 1955, na Serra do Tombador, em Mato Grosso, com magnitude de 6,2. O Serviço Geológico do Brasil observa que tremores menores ocorrem no território nacional, mas geralmente causam poucos danos.




