O ex-fuzileiro naval americano Robert Gilman foi libertado pela Rússia, após um período de detenção que durou quatro anos. O anúncio foi feito pelo governo Trump nesta terça-feira, 11. Um porta-voz do Departamento de Estado expressou satisfação com a volta do ex-militar aos EUA e revelou que o enviado especial Steve Witkoff participou das negociações para a sua liberação. A família de Gilman havia alertado que ele estava em risco de vida, detido sob acusações consideradas controversas.
Gilman, de 32 anos e natural de Massachusetts, foi preso em janeiro de 2022 enquanto viajava de trem em Voronezh, no oeste da Rússia. Inicialmente, ele foi acusado de agredir um policial, mas as autoridades russas posteriormente adicionaram acusações de agressão a funcionários da prisão, o que resultou em uma pena de dez anos. Durante o cativeiro, o estado de saúde do ex-fuzileiro se deteriorou, levando a uma condição de “estupor dissociativo” há 47 dias, , diretor de estratégia da Global Reach, uma ONG que representa a família de Gilman.
A situação crítica de Gilman se agravou devido a maus-tratos e trabalho forçado, resultando em sua transferência de uma prisão para um hospital civil, onde estava ligado a uma sonda de alimentação e algemado à cama. A mãe do ex-fuzileiro tentou visitá-lo, mas a equipe do hospital negou o acesso. A advogada Irina Brazhnikova informou que Gilman estava internado na ala psiquiátrica do hospital desde o início de julho e que os advogados de defesa enfrentaram dificuldades para visitá-lo, levando a queixas formais ao Serviço Penitenciário Federal e à promotoria local.
A ONG Global Reach também revelou que Gilman foi pressionado a lutar na Ucrânia para conseguir uma redução de pena. Após sua libertação, o ex-fuzileiro naval será avaliado e tratado em um hospital militar no Texas. Com essa libertação, a administração Trump já havia conseguido a libertação de mais de 100 americanos considerados sequestrados ou detidos injustamente no exterior, conforme informações do Departamento de Estado.
O governo também afirmou que continuará a trabalhar para garantir a libertação de Stephen Hubbard, que está detido na Rússia desde 2022, acusado de atuar como mercenário na guerra na Ucrânia.




