O Ditador da Nicarágua, Daniel Ortega, tem demonstrado desconfiança em relação ao apoio da Rússia, especialmente após a captura do venezuelano Nicolás Maduro em uma operação militar realizada pelos Estados Unidos, em janeiro. A situação tem gerado apreensão entre as autoridades nicaraguenses, que temem ser o “próximo Maduro”.
Recentemente, Ortega compartilhou essa preocupação com representantes do governo cubano, que também expressaram sua insatisfação com Moscou. A desilusão é acentuada pelo fato de que 33 militares cubanos que atuavam na segurança de Maduro perderam a vida durante a operação americana, evidenciando a fragilidade do apoio russo a seus aliados.
Uma fonte militar do regime nicaraguense comentou sobre a crescente desconfiança, afirmando que antes não havia escolha a não ser confiar na Rússia, mas que agora essa relação se torna cada vez mais duvidosa. A percepção é de que, neste momento de necessidade, o regime de Vladimir Putin não ofereceu a assistência esperada.
Outro ponto de insatisfação entre os aliados de Moscou é a sensação de que a Nicarágua ocupa uma posição inferior em relação a Cuba no que diz respeito ao apoio que a Rússia pode fornecer. Informações indicam que um investimento de cerca de US$1 bilhão em tecnologia de radar para a proteção dos regimes de esquerda na América Latina nunca se concretizou, ou ao menos não é visível, conforme ironizou a fonte militar.
Além disso, a Nicarágua se sente abandonada pelo fato de a Rússia não ter apoiado sua proposta de adesão aos Brics, uma iniciativa que também foi negada pelo Brasil. Esse cenário reforça a sensação de isolamento e vulnerabilidade do regime nicaraguense, que busca aliados em um contexto internacional cada vez mais complexo.




