Na manhã de segunda-feira (10), equipes de resgate na cidade de Cali, Colômbia, iniciaram uma corrida contra o tempo para localizar sobreviventes após um forte terremoto que assolou o oeste do país. O tremor resultou no desabamento de um prédio residencial, deixando várias pessoas presas sob os escombros. Bombeiros, paramédicos e outros profissionais de emergência se mobilizaram para vasculhar as ruínas, enquanto escavadeiras aguardavam para auxiliar nas operações de resgate.
O paramédico Yuri Bedoya relatou que a situação é crítica, com cerca de quatro pessoas supostamente ainda presas nos escombros. Bedoya informou que as equipes já conseguiram retirar uma vítima e continuam trabalhando para alcançar os demais. "A situação é delicada porque ainda há pessoas presas nos escombros", afirmou.
Até o momento, foram confirmadas pelo menos 111 mortes em decorrência do terremoto, que causou danos significativos em várias cidades da região. O epicentro do tremor foi localizado no departamento do Chocó, uma área caracterizada por sua pobreza e limitada infraestrutura de apoio estatal. De acordo com o serviço geológico colombiano, este é considerado o terremoto mais grave registrado no país nos últimos dez anos.
As informações sobre fatalidades e feridos têm chegado de forma gradual, em parte devido aos danos na infraestrutura de comunicações nas áreas mais afetadas. A possibilidade de novas notícias trágicas nas próximas horas e dias foi alertada por autoridades locais.
Em resposta à situação, o governo colombiano declarou estado de desastre nacional, facilitando a mobilização de recursos públicos para as áreas impactadas. A prefeitura de Bogotá imediatamente enviou uma equipe de 100 socorristas para auxiliar nas operações de resgate.
O embaixador brasileiro na Colômbia destacou a eficácia do sistema de resposta a desastres do país, elogiando o serviço geológico respeitado e a unidade nacional especializada em gestão de desastres. No entanto, a recente transição de governo, que ocorreu na última sexta-feira (7), foi apontada como um desafio adicional para os esforços de reconstrução das áreas afetadas, embora os serviços de emergência mantenham uma estabilidade institucional.




