Na Colômbia, um terremoto de magnitude 7,4 foi registrado nesta segunda-feira (10), causando destruição e resultando em mortes em diversas localidades. O epicentro do tremor foi localizado no departamento de Chocó, no noroeste do país, a uma profundidade de aproximadamente 100 quilômetros. O presidente colombiano, Abelardo de la Espriella, informou que até o momento, o desastre provocou a morte de pelo menos 111 pessoas.
Este evento sísmico ocorre menos de dois meses após a Venezuela ter sido devastada por dois terremotos de magnitude superior a 7, que resultaram em mais de 6 mil vítimas fatais. Especialistas apontam que tanto a Colômbia quanto a Venezuela estão situadas em uma área geologicamente ativa, próxima aos limites de grandes placas tectônicas, o que as torna suscetíveis a terremotos, incluindo aqueles de grande magnitude. Contudo, os tremores que afetaram os dois países têm origens diferentes e não há evidências de que um tenha influenciado o outro.
De acordo com os analistas, o terremoto Na Colômbia está ligado ao encontro da placa de Nazca, que se encontra no oceano Pacífico, e a placa Sul-Americana. A placa de Nazca está avançando em direção ao continente, mergulhando sob a placa Sul-Americana, um processo conhecido como subducção. Em contraste, os tremores Na Venezuela estão mais relacionados ao movimento entre as placas do Caribe e Sul-Americana.
José Alexandre Nogueira, sismólogo do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), destacou que o norte e o oeste da América do Sul, onde estão Colômbia e Venezuela, são áreas de contato entre grandes placas tectônicas, propensas a uma atividade sísmica mais intensa. Nogueira enfatiza que a parte oeste do continente está em contato com a placa de Nazca, enquanto ao norte ocorre o encontro com a placa do Caribe.
Os especialistas também alertam que os recentes terremotos não indicam a possibilidade de novos tremores de grande magnitude afetarem outros países da América do Sul em um futuro próximo. Segundo Alessandro Bertolino, as placas tectônicas estão em constante movimento, mas a previsão exata de quando e onde um terremoto poderá ocorrer ainda não é possível. Atualmente, os pesquisadores focam em modelagens de risco e cálculos de probabilidade para identificar áreas mais vulneráveis a esses eventos.
A dificuldade em prever terremotos é uma preocupação constante entre os cientistas. Nogueira ressalta que grandes terremotos podem ser seguidos por réplicas de magnitude inferior, embora existam exceções. "Basicamente, é impossível prever terremotos", conclui o sismólogo.




