O ex-presidente Jair Bolsonaro não terá a oportunidade de passar o Dia dos Pais, que ocorre neste domingo (9), na companhia de seus filhos. O pedido para a realização da visita foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A defesa de Bolsonaro havia solicitado a liberação do encontro, justificando-o como uma medida de natureza "estritamente humanitária e familiar".
A decisão de Moraes se insere no contexto da execução da pena de Bolsonaro, que cumpre uma condenação de 27 anos e 3 meses de prisão em regime inicial fechado. O ministro reiterou que apenas as visitas de caráter médico, fisioterapêutico e de advogados permanecem autorizadas. A suspensão das demais visitas foi estabelecida em uma decisão proferida no dia 17 de julho, com base no artigo 41 da Lei de Execuções Penais, e tem validade de trinta dias.
Historicamente, antes da determinação de suspensão das visitas, Bolsonaro tinha autorização para receber alguns familiares, entre eles os filhos Carlos Bolsonaro e Jair Renan Bolsonaro. Já Flávio Bolsonaro tinha permissão para visitá-lo, mas essa autorização foi revogada por 90 dias após a divulgação de uma carta escrita pelo ex-presidente.
Em março, a defesa de Bolsonaro havia solicitado que Carlos, Flávio e Jair Renan tivessem acesso irrestrito à residência onde ele cumpria prisão domiciliar, sem necessidade de respeitar os horários de visitas estabelecidos. Contudo, essa solicitação também foi negada por Moraes, que afirmou a falta de viabilidade jurídica para o pedido.
A negativa de visitas no Dia dos Pais representa mais um capítulo na complexa situação jurídica do ex-presidente, que enfrenta uma série de desafios legais desde sua condenação. Com a decisão de Moraes, as restrições impostas continuam a impactar a dinâmica familiar de Bolsonaro, que busca cumprir sua pena em condições específicas.




