A Conferência dos Bispos Católicos da Austrália manifestou sua preocupação em relação ao crescimento do antissemitismo no país por meio da Declaração de Justiça Social de 2026, intitulada "Vivendo o Evangelho em Tempos de Divisão Social", que foi divulgada no dia 7 de agosto. O documento salienta que a tensão social se tornou evidente com o aumento alarmante de atos antissemitas, citando incidentes como um ataque a tiros em Bondi Beach. Os bispos afirmaram que essas ações têm gerado insegurança em locais que deveriam ser considerados seguros, como escolas, sinagogas, ruas e eventos públicos.
A declaração enfatiza que o ódio manifestado em tais atos é uma afronta a Deus e conclama os católicos a permanecerem próximos a Cristo através da oração e da participação nos sacramentos. Além disso, os líderes religiosos pedem que as pessoas se abram ao diálogo com outras culturas e promovam a moderação em suas comunicações, especialmente nas redes sociais, evitando rumores, calúnias e informações não verificadas.
Em um contexto mais amplo, o bispo Scott McCaig, do Ordinariato Militar Católico Romano do Canadá, levantou preocupações sobre a falta de consulta aos membros do Comitê Inter-religioso sobre Capelania Militar Canadense na elaboração de novas políticas que restringem a oração em cerimônias oficiais. McCaig destacou que o Departamento de Defesa Nacional desenvolveu a nova política sem a participação adequada dos líderes religiosos, limitando a inclusão de linguagem de fé em eventos públicos.
Além disso, a situação de direitos humanos na Síria foi abordada com a libertação do reverendo Nihad Hassan, pastor da Igreja Evangélica Curda em Beirute, que foi detido por duas semanas. Seu advogado informou que os bens pessoais de Hassan também foram devolvidos após sua liberação, permitindo que ele retornasse à sua cidade natal na região de Afrin.
Por fim, a historiadora e jornalista Joanna Bogle liderará uma caminhada ao longo do rio Tâmisa, relembrando os mártires católicos da era da Reforma e mostrando solidariedade com aqueles que enfrentam perseguição atualmente. Bogle ressaltou que a história católica é rica e que a iniciativa busca conectar a experiência dos mártires com a realidade de milhões que sofrem por sua fé nos dias de hoje. Durante a caminhada, os participantes se unirão em oração em memória das pessoas que sofreram no passado e em apoio aos que enfrentam perseguições no presente.




